A cidade tem disso. De numa rua vazia, ao lado do ponto do ônibus que não vem, uma banca de jornal iluminada por uma lâmpada fosflorescente ser seu único refugio de vida. E de que nessa banca você veja, despercebido, a esperanca expor-se em capas de revistas e jornais do mundo inteiro: até mesmo naquilo que normalmente não te interessaria – e especialmente em se tratando do mundo inteiro. E você pode se pegar folheando uma revista qualquer, só pra experimentar um pouco da vida em certo país.
Ou que o estímulo seja de outro desejo: Há máquinas de quatro rodas, jogadores de bola e peitos: cada qual de nós tem um vício. Mas a verdade é que todo sonho tem um ”que” de plano, e por isso alimenta a nossa esperanca – e o nosso vício. E ás vezes o sonho age quase imperceptível: no espasmo do sorriso que volta contigo ao ponto do ônibus, e que se converterá na história que passará na sua cabeca quando estiver chacoalhando num dos bancos do coletivo que, talvez agora, deva chegar a qualquer instante.
Mas ele não vem. E você volta ao seu refúgio para ver sob a luz fria da lâmpada branca, caras de presidente, falsos beijos de amor, bombas, bandeiras, e a nova atriz-revelacão da novela das oito. E agora sim, mesmo que o ônibus tarde um pouco mais, você deixa o seu refúgio dizendo: - Me vou... Já que eu nunca estive aqui.
E você espera o ônibus estático, de cara amarrada. Só Deus sabe onde.
Ou que o estímulo seja de outro desejo: Há máquinas de quatro rodas, jogadores de bola e peitos: cada qual de nós tem um vício. Mas a verdade é que todo sonho tem um ”que” de plano, e por isso alimenta a nossa esperanca – e o nosso vício. E ás vezes o sonho age quase imperceptível: no espasmo do sorriso que volta contigo ao ponto do ônibus, e que se converterá na história que passará na sua cabeca quando estiver chacoalhando num dos bancos do coletivo que, talvez agora, deva chegar a qualquer instante.
Mas ele não vem. E você volta ao seu refúgio para ver sob a luz fria da lâmpada branca, caras de presidente, falsos beijos de amor, bombas, bandeiras, e a nova atriz-revelacão da novela das oito. E agora sim, mesmo que o ônibus tarde um pouco mais, você deixa o seu refúgio dizendo: - Me vou... Já que eu nunca estive aqui.
E você espera o ônibus estático, de cara amarrada. Só Deus sabe onde.


